10 janeiro 2010

Para Lêr e Reflectir

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do
talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me
incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda
joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu
está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos
dedos, nas oportunidades que se perdem por medo, nas idéias
que nunca sairão do papel por essa maldita mania de
viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a
escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto,
contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na
distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos
abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que
sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser
feliz.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não
teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em
tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não
aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um
traz dentro de si.

Gasta mais horas realizando que sonhando, fazendo que planeando,
vivendo que esperando porque, embora quem quase morre
esteja vivo, quem quase vive já morreu."

06 janeiro 2010

E para varia, mas só mesmo para variar, o tema é... ANDEBOL!


Porque adoro o pateta e porque esta imagem me lembra autocolantes que preenchiam os cadernos dos meus irmãos quando eu era uma criança.
Posso ter muitas paixões, mas sem dúvida que o Andebol é a mais avassaladora. Este desporto tem uma grande importância na minha vida, por vários motivos:
1º - Desde bem pequenina que convivo com ele e que vejo jogos, pois todos os meus irmãos rapazes o praticaram.
2º - Devido a essa paixão que eles já tinham, quando eu nasci resolveram que ainda não havia nenhum canhoto na familia, entao a irmã mais nova ia ser a cobaia deles e quer quisesse, quer não, iria ser esquerdina. O facto é que o trabalho deles de insistirem em que eu pegasse nas coisas com a mão esquerda deu frutos, e conseguiram transmitir essa loucura pelo andebol a uma das 3 irmãs raparigas!
3º - Graças a este desporto tenho criado amizades fantásticas e aproveitado a vida ao máximo, aprendendo a soltar a timidez que durante anos tomava conta de mim.

beijokasss

03 janeiro 2010

7º Ano de Praia

Este ano foi o ano de quebrar e adiar tradições. Não bebi o champgne pelo copo de champagne, comi as 12 passas, mas nem me lembrei de pedir os 12 desejos, e adiei 2 dias o já costume café com os papás na Praia da Barra, para ver o belo mar logo no primeiro dia do ano.

Mesmo tarde, essa tradição realizou-se e lá fomos nós dar uma rápida olhadela ao mar.


Para variar fui assaltada pela nostalgia dos anos que já passaram e de como esta praia marcou a minha infãncia e adolescência. Era para aqui que vinha no infantário, no ATL, foi aqui que aprendi a 'furar' as ondas. Conheci imensa gente e fiz belas amizades, no MIRC havia o #7_ano_praia onde nos reuniamos os habituais frequentadores desta porção de areia, e onde se realizavam sempre jantares muito originais, num dos quais até ganhei um telemovel! Graças a fazer figura de parva a cantar 'Eu gosto é do sétimo, de sorrir e comer um corneto, de jogar voley na areia... (não me lembro do resto)'. Mais tarde, foi nesta praia que participei num torneio anual de voley de praia que aqui se realiza/realizava. O 'Mistos Forever'.


Gostava de ter a certeza que esta praia aqui estaria durante muitos e muitos anos, mas de ano para ano a realidade tem-se mostrado. Com o aquecimento global, e consequente descongelamento dos glaciares, tem contribuido para o aumento do nivel do mar, e assim reduzir o areal desta praia da qual guardo tão boas memórias!
Deixo-vos uma foto com o meu irmão no último torneio que participei, em 2008 e uma foto tirada hoje ao bar da praia.

beijokas e bom inicio deste novo ano!